sábado, abril 29

A prisão do passado

Ao longo da vida envolvemo-nos emocionalmente com várias pessoas (algumas vezes é tudo menos emocional) e isso é algo bastante normal. O que para mim já não é normal é passados anos essas pessoas voltarem a tentar entrar na nossa vida com a bandeira do tal relacionamento. Falhado ou não, foi algo que passou, não volta, não pode ser igual nem mesmo parecido.
Ando a passar por uma situação dessas, e por mais que explique isto mesmo ao moço, a coisa não está fácil. O pior é que não é a primeira vez e suspeito não irá ser a ultima. Periodicamente lá recebo umas mensagens e uns telefonemas de alguém que diz “ainda me quer”. Isso mesmo “ainda me quer”, podia ser mais subtil e falar em amizade ou companheirismo, mas não. Fala em paixão e sexo.
Ora, paixão nunca existiu nesse relacionamento, amizade ou companheirismo muito pouco, sexo sim mas nem sequer memorável. Não houve nada de memorável no nosso relacionamento, excepto algumas noites doidas de copos mas sempre com amigos. Nada me faz pensar que o possa ter marcado, do mesmo modo que nada me marcou a mim. Por isso não entendo o que o fará tentar voltar atrás.
Quando penso nisso, a única conclusão a que chego é que, provavelmente, nas horas de solidão, ou em que gostaria de estar acompanhado, lembra-se do seu Top 5 e lá aparece o meu nome e nº de telefone. Estou a lembrar-me do filme “Alta-fidelidade” onde o Kusack faz esse exercício e passa por situações muito escusadas.
Tentar voltar atrás para repetir as mesmas situações não trás nada de bom. A meu ver é masoquismo puro. É tão mau ficarmos presos ao passado.
Espero que este senhor perceba isso, por mim, mas principalmente por ele.

quinta-feira, abril 27


Era assim o domingo de páscoa em Praga. Parece calma, mas a cidade fervilhava de gente e de vida.

terça-feira, abril 11

O regresso...

Pois é... desde Janeiro que nada se mexia por aqui.
A verdade é que andava um pouco cansada, senão mesmo zangada com estas coisas e a vontade foi-se desvanecendo.
Mas eis que chega a primavera para me dar novo ânimo. O curioso é que só hoje a senti realmente, com a visita inesperada de um borboleta aqui ao casulo. Não era uma borboleta vistosa cheia de cores, era mais uma daquelas borboletas amarelas vulgares, mas era uma borboleta. Voou, pousou, voltou a voar e depois de me ter prendido a atenção, e porque deve ter achado que tinha cumprido o seu propósito... foi. Voltou a juntar-se à vida que pulula lá fora.
Eu cá fiquei, a sorrir, mas com um pé lá fora. Não fosse o que me prende e sairia também a esvoaçar por aí, qual vulgar borboleta.
Talvez vá...

Primavera, por todo o lado...



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